“Minha versão da sua história teria terminado de forma diferente. Mas a história era dela.”

:: Filme “De Amor e Trevas – Amós Oz ::

“Se você tiver que escolher entre contar uma mentira ou insultar alguém,
opte por ser generoso.
É melhor ser sensível do que honesto.”
(mãe para Amós)
“Recordar é como tentar restaurar um edifício antigo com as pedras de suas ruinas. E as pedras tem memória.”
“Você pode encontrar o inferno e o paraiso em todos os ambientes. Um pouco de maldade, e as pessoas são o inferno umas pra outras. Um pouco de compaixão, de generosidade, e as pessoas encontram o paraíso no outro.”
“Ninguém sabe nada sobre ninguém. Nem mesmo sobre a pessoa com quem se casa, e nem sobre nós mesmos. E se, por vezes, imaginamos que sabemos algo, isso é ainda pior. É melhor viver sem saber nada do que viver em erro.”
(mãe para Amós)
“Minha mãe cresceu em uma cultura eterna, de beleza embassada, cujas asas foram finalmente inutilizadas na pedra dura da quente e empoeirada Jerusalém. …  aquela menina romântica foi confrontada com a vida diária, as ondas de calor, a pobreza, a violência, fraldas, enxaquecas, filas para ração, o casamento. A promessa de sua infância foi pisoteada e ridicularizada pela monotonia da vida em si.
Talvez, quando a vida falhou em cumprir as promessas de sua juventude, minha mãe tenha começado a imaginar a morte como um amante protetor e calmante.”
“Minha versão da sua história teria terminado de forma diferente. Mas a história era dela.”
“Ninguém foi enganado pelo meu bronzeado. Todos eles sabiam perfeitamente bem, e eu sabia também, que mesmo quando minha pele estava cor de bronze, eu ainda era pálido por dentro. A única maneira de manter um sonho inteiro, esperançoso e não decepcionante, é nunca tentar vivê-lo. Um sonho realizado é um sonho decepcionante. Esta decepção é da natureza dos sonhos.”

 

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“Viver sem rumo não é estar ao léu, sob os fluxos de outrem, mas caminhar criativamente, inventor-de-si, deus-pessoa.”

#retalho8 #devir MarceloMaceo

“Para descobrir o verdadeiro significado da felicidade, devemos explorar o rio do autoconhecimento. O autoconhecimento não é um fim em si mesmo. Existe uma fonte para um riacho? Cada gota de água do começo ao fim faz o rio. Imaginar que encontraremos a felicidade na fonte é estar enganado. É para ser encontrado quando você está no rio do autoconhecimento.”

:: Krishnamurt ::

“A hora mais escura é a que vem antes do sol nascer.”

Provérbio árabe

Caminhante, não há caminho

Tudo passa e tudo fica
porém o nosso é passar,
passar fazendo caminhos
caminhos sobre o mar

Nunca persegui a glória
nem deixei na memória
dos homens minha canção
eu amo os mundos sutis
leves e gentis,
como bolhas de sabão

Gosto de vê-las pintar-se
de sol e graná, voar
abaixo o céu azul, tremer
subitamente e quebrar-se…

Nunca persegui a glória

Caminhante, são tuas pegadas
o caminho e nada mais;
“Caminhante, não há caminho,
faz-se caminho ao andar…”

Ao andar faz-se caminho
e ao voltar a vista atrás
se vê a estrada que nunca
se há de voltar a pisar

Caminhante não há caminho,
senão rastros no mar…

Há algum tempo neste lugar
onde hoje os bosques se vestem de espinhos
ouviu-se a voz de um poeta gritar
“Caminhante não há caminho,
faz-se caminho ao andar…”

Golpe a golpe, verso a verso…

Morreu o poeta longe do lar
cobre-lhe o pó de um país vizinho.
Ao afastar-se viram-no chorar
“Caminhante não há caminho,
faz-se caminho ao andar…”

Golpe a golpe, verso a verso…

Quando o pintassilgo não pode cantar.
Quando o poeta é um estranho.
Quando de nada nos serve rezar.
“Caminhante não há caminho,
faz-se caminho ao andar…”

Golpe a golpe, verso a verso.

É preciso estar atento e forte, não temos tempo de temer a morte.

Divino Maravilhoso – música

Isso é o que acontece quando simplesmente mergulhamos no dia a dia de pessoas comuns. Nós aprendemos sobre coisas maravilhosas acontecendo fora do alcance das crises políticas, sociais e econômicas. Porque as pessoas sentem a enorme necessidade de simplesmente serem humanas. De trocar ideias umas com as outras. De sairem para fazer coisas”

Mabel Carlos Glynn, the Guardian

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