On The Road

:: Wander Wildner ::

Não me importa onde quer que eu ande
Não me importa onde quer que eu more
Minha mochila está sempre à mão
E eu tô sempre pronto prá partir

Voce me viu quebrando a cara
Voce me viu tentando tudo
Me sacrifiquei o tempo inteiro
Decidi abrir mão de tudo

Mas nós sabemos que isso não vale nada
Nos sacamos a vida sabemos como domá-la
Sabemos que o negócio é continuar no caminho
Curtindo o que pintar da maneira tradicional
Afinal de que outra maneira poderiamos curtir

Não me importa onde quer que eu ande
Não me importa onde quer que eu more
Minha mochila está sempre à mão
E eu tô sempre pronto prá partir
Sempre à mão, pronto prá partir

Ou ser posto prá rua, ou ser posto prá rua

… para chegar a uma condição nova é imprescindível romper a rigidez que nos prende, ir além do que éramos ontem… cantar contra a complacência que mata e sufoca. É da sua sagacidade que necessitamos ao enfrentar uma situação ameaçadora e nova… as mudanças mais importantes, tanto para os povos como para os indivíduos, exigem que se quebre alguma parte do nosso ser anterior, que se deixe para trás aquilo em que acreditávamos para alcançarmos um estado humano superior.

Texto de Ariel Dorfman em http://alias.estadao.com.br/noticias/geral,alma-persa,1727570

“Dancem, quando ficam esquartejados. / Dancem, quando te tiram as vendas violentamente. / Dancem, quando te encontras no meio da luta. Assim teremos caído no lugar / onde tudo é música”. “Aposta tudo o que tens para alcançar o amor / aposta tudo / se és um ser humano de verdade”.

:: Rumi ::

“O amor é o núcleo vital  da alma, e de tudo que você vê,  só o amor é infinito.”

:: Rumi ::

I Walk Alone

I walk a lonely road
The only one that I have ever known
Don’t know where it goes
But it’s home to me and I walk alone

Mais

“Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é. ‘

:: Fernando Pessoa ::

Amazing Grace

Amazing Grace, how sweet the sound,
That saved a wretch like me.
I once was lost but now am found,
Was blind, but now I see.

T’was Grace that taught my heart to fear.
And Grace, my fears relieved.
How precious did that Grace appear
The hour I first believed.

Through many dangers, toils and snares
I have already come;
‘Tis Grace that brought me safe thus far
and Grace will lead me home.

The Lord has promised good to me.
His word my hope secures.
He will my shield and portion be,
As long as life endures.

Yea, when this flesh and heart shall fail,
And mortal life shall cease,
I shall possess within the veil,
A life of joy and peace.

Yes, when this flesh and heart shall fail,
And mortal life shall cease;
I shall profess, within the vail,
A life of joy and peace.

The following stanza was written by an an anonymous author, often replacing the sixth stanza, or inserted as the fourth.

When we’ve been there ten thousand years
Bright shining as the sun.
We’ve no less days to sing God’s praise
Than when we’ve first begun.

Chorus
Amazing Grace, how sweet the sound,
That saved a wretch like me.
I once was lost but now am found,
Was blind, but now I see.

“Amazing Grace” is a Christian hymn published in 1779, with words written by the English poet and clergyman John Newton (1725–1807). With the message that forgiveness and redemption are possible regardless of sins committed and that the soul can be delivered from despair through the mercy of God, “Amazing Grace” is one of the most recognizable songs in the English-speaking world.””

Hare Krishna + Amazing Grace (min 18)

Justiça

Primeiro dia de aula, o professor de ‘Introdução ao Direito’ entrou na sala e a primeira coisa que fez foi perguntar o nome a um aluno que estava sentado na primeira fila:
– Qual é o seu nome?
– Chamo-me Nelson, senhor.
– Saia de minha aula e não volte nunca mais! – gritou o desagradável professor.
Nelson ficou desconcertado. Quando voltou a si, levantou-se rapidamente, recolheu suas coisas e saiu da sala.Todos estavam assustados e indignados, porém ninguém falou nada.
– Agora sim! – vamos começar .
– Para que servem as leis? Perguntou o professor.
Seguiam assustados ainda os alunos, porém pouco a pouco começaram a responder à sua pergunta:
– Para que haja uma ordem em nossa sociedade.
– Não! – respondia o professor.
– Para cumpri-las.
– Não!
– Para que as pessoas erradas paguem por seus atos.
– Não!
– Será que ninguém sabe responder a esta pergunta?!
– Para que haja justiça – falou timidamente uma garota.
– Até que enfim! É isso, para que haja justiça. E agora, para que serve a justiça?
Todos começaram a ficar incomodados pela atitude tão grosseira. Porém, seguíamos respondendo:
– Para salvaguardar os direitos humanos…
– Bem, que mais? – perguntava o professor .
– Para diferenciar o certo do errado, para premiar a quem faz o bem…
– Ok, não está mal, porém respondam a esta pergunta:
“Agi corretamente ao expulsar Nelson da sala de aula?”
Todos ficaram calados, ninguém respondia.
– Quero uma resposta decidida e unânime!
– Não! – responderam todos a uma só voz.
– Poderia dizer-se que cometi uma injustiça?
– Sim!
– E por que ninguém fez nada a respeito? Para que queremos leis e regras se não dispomos da vontade necessária para praticá-las? Cada um de vocês tem a obrigação de reclamar quando presenciar uma injustiça. Todos. Não voltem a ficar calados, nunca mais! Vou buscar o Nelson – disse. Afinal, ele é o professor, eu sou aluno de outro período.

Aprenda: Quando não defendemos nossos direitos, perdemos a dignidade e a dignidade não se negocia.

Concentração

arqueiroApós ganhar vários torneios de Kyūjutsu (Kyūdō, a arte de arquearia japonesa), o jovem e arrogante campeão resolveu desafiar um mestre Zen que era renomado pela sua capacidade como arqueiro.

O jovem demonstrou grande proficiência técnica quando acertou na mosca um distante alvo na primeira flecha lançada, e ainda foi capaz de dividi-la em dois com seu segundo tiro.

“Sim!”, ele exclamou, jubilante, para o velho arqueiro. “Veja se pode fazer igual!”, fanfarreou.

Imperturbável, o mestre não preparou seu arco, mas em vez disso fez sinal para o jovem arqueiro segui-lo montanha acima.

Mais

Tenho Tanto Sentimento

Tenho tanto sentimento
Que é frequente persuadir-me
De que sou sentimental,
Mas reconheço, ao medir-me,
Que tudo isso é pensamento,
Que não senti afinal.

Temos, todos que vivemos,
Uma vida que é vivida
E outra vida que é pensada,
E a única vida que temos
É essa que é dividida
Entre a verdadeira e a errada.

Qual porém é a verdadeira
E qual errada, ninguém
Nos saberá explicar;
E vivemos de maneira
Que a vida que a gente tem
É a que tem que pensar.

:: Fernando Pessoa :: in “Cancioneiro”

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