Atos de percepção

“Senhores, ouçam isso, porque isso tem algo a ver com nossa existência diária; não é algo espiritual, filosófico, fora da existência cotidiana. Se entendermos isso, então entenderemos nossa rotina diária, o tédio e as tristezas, as ansiedades e medos nauseantes.

Qual é a coisa que vai me fazer ver algo totalmente para que eu entenda tudo imediatamente? Ver toda a estrutura da vida: a beleza, a fealdade, a tristeza, a alegria, a extraordinária sensibilidade, a beleza; como ver a coisa toda? Eu não posso. Eu vejo uma parte disso, mas eu não vejo tudo isso … O homem que vê algo totalmente, que vê a vida totalmente, deve obviamente estar fora do tempo.

Portanto, não descanse dizendo: ‘O que isso tem a ver com nossa existência diária?’ Pelo menos para mim, é muito claro: poder ver a inteireza é poder cortar, como um cirurgião, todo o cordão da miséria imediatamente.

É isso que quero buscar.”

:: J. Krishnamurti ::

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The chattering mind

“You know, to perceive something is an astonishing experience. I don’t know if you have ever really perceived anything; if you have ever perceived a flower or a face or the sky, or the sea. Of course, you see these things as you pass by in a bus or a car; but I wonder whether you have ever taken the trouble actually to look at a flower? And when you do look at a flower, what happens? You immediately name the flower, you are concerned with what species it belongs to, or you say, “What lovely colors it has. I would like to grow it in my garden; I would like to give it to my wife, or put it in my buttonhole,” and so on. In other words, the moment you look at a flower, your mind begins chattering about it; therefore you never perceive the flower. You perceive something only when your mind is silent, when there is no chattering of any kind. If you can look at the evening star over the sea without a movement of the mind, then you really perceive the extraordinary beauty of it; and when you perceive beauty, do you not also experience the state of love? Surely, beauty and love are the same. Without love there is no beauty, and without beauty there is no love. Beauty is in form, beauty is in speech, beauty is in conduct. If there is no love, conduct is empty; it is merely the product of society, of a particular culture, and what is produced is mechanical, lifeless. But when the mind perceives without the slightest flutter, then it is capable of looking into the total depth of itself; and such perception is really timeless. You don’t have to do something to bring it about; there is no discipline, no practice, no method by which you can learn to perceive.”

:: J. Krishnamurti ::
The Book of Life,
October 13, HarperSanFrancisco, 1995

“Eis que faço novas todas as coisas.”

:: Apocalipse 21:5 ::

“Somos tão atarefados para não precisar lidar com o que importa: a vida.”

“Estamos tão atarefados olhando o que está à nossa frente, que não temos tempo de aproveitar onde estamos agora.”

Calvin ❤

“Não faças de ti um sonho a realizar. Vai! Sem caminho marcado. Tu és de todos os caminhos.”

Cecilia Meireles

“Podíamos ficar a viver aqui, eu ofereceria-me para lavar os barcos que vêm à doca, e tu, E eu, Tens com certeza um mester, um ofício, uma profissão, como agora se diz, Tenho, tive, terei se for preciso, mas quero encontrar a ilha desconhecida, quero saber quem sou eu quando nela estiver, Não o sabes, Se não sais de ti, não chega a saber quem és … às vezes dava-lhe a filosofar, dizia que todo homem é uma ilha, tu que achas, Que é necessário sair da ilha para ver a ilha, que não nos vemos se não saimos de nós, Se não saímos de nós próprios, queres tu dizer, Não é a mesma coisa. “

Livro O Conto da Ilha Desconhecida, Saramago

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