“Para descobrir o verdadeiro significado da felicidade, devemos explorar o rio do autoconhecimento. O autoconhecimento não é um fim em si mesmo. Existe uma fonte para um riacho? Cada gota de água do começo ao fim faz o rio. Imaginar que encontraremos a felicidade na fonte é estar enganado. É para ser encontrado quando você está no rio do autoconhecimento.”

:: Krishnamurt ::

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“A hora mais escura é a que vem antes do sol nascer.”

Provérbio árabe

Caminhante, não há caminho

Tudo passa e tudo fica
porém o nosso é passar,
passar fazendo caminhos
caminhos sobre o mar

Nunca persegui a glória
nem deixei na memória
dos homens minha canção
eu amo os mundos sutis
leves e gentis,
como bolhas de sabão

Gosto de vê-las pintar-se
de sol e graná, voar
abaixo o céu azul, tremer
subitamente e quebrar-se…

Nunca persegui a glória

Caminhante, são tuas pegadas
o caminho e nada mais;
“Caminhante, não há caminho,
faz-se caminho ao andar…”

Ao andar faz-se caminho
e ao voltar a vista atrás
se vê a estrada que nunca
se há de voltar a pisar

Caminhante não há caminho,
senão rastros no mar…

Há algum tempo neste lugar
onde hoje os bosques se vestem de espinhos
ouviu-se a voz de um poeta gritar
“Caminhante não há caminho,
faz-se caminho ao andar…”

Golpe a golpe, verso a verso…

Morreu o poeta longe do lar
cobre-lhe o pó de um país vizinho.
Ao afastar-se viram-no chorar
“Caminhante não há caminho,
faz-se caminho ao andar…”

Golpe a golpe, verso a verso…

Quando o pintassilgo não pode cantar.
Quando o poeta é um estranho.
Quando de nada nos serve rezar.
“Caminhante não há caminho,
faz-se caminho ao andar…”

Golpe a golpe, verso a verso.

É preciso estar atento e forte, não temos tempo de temer a morte.

Divino Maravilhoso – música

Isso é o que acontece quando simplesmente mergulhamos no dia a dia de pessoas comuns. Nós aprendemos sobre coisas maravilhosas acontecendo fora do alcance das crises políticas, sociais e econômicas. Porque as pessoas sentem a enorme necessidade de simplesmente serem humanas. De trocar ideias umas com as outras. De sairem para fazer coisas”

Mabel Carlos Glynn, the Guardian

Que nada nos defina. Que nada nos sujeite. Que a liberdade seja nossa própria substância.

:: Simone de Beauvoir ::

No place

“… there is no place at which to arrive, there is just this movement of learning which becomes painful only when there is accumulation. A mind that listens with complete attention, will never look for a result because it is constantly unfolding; like a river, it is always in movement. Such a mind is totally unconscious of its own activity, in the sense that there is no perpetuation of a self, of a “me,” which is seeking to achieve an end.

Krishnamurti
The Book of Life, June 14, HarperSanFrancisco, 1995

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