livro O Poder do Agora

A Minha Felicidade

“Depois de estar cansado de procurar
Aprendi a encontrar. 
Depois de um vento me ter feito frente
Navego com todos os ventos.”

::Friedrich Nietzsche::, em “A Gaia Ciência” 

Construindo o que nunca se acaba…


“Horas de conversa e entusiasmo em cada frase, e até que surgem os assuntos mais peculiares, aqueles que você não sabe nem responder para si mesmo, porque como é difícil dizer o que você quer ser quando crescer, ainda mais quando você já deveria saber isso…

E ai você reflete sobre seus anos de vida, até tenta separar algumas etapas para facilitar a reflexão… “E quando eu era criança… Ah como eu amava ser professora, mas agora, Não!! Para!! Que ideia boba né, mera inocência… Ah.. Mas era tão divertido brincar de “salvar o mundo!”… Mas nossa, como eu era louca, tem como isso?!”

Ei para!! Para que tantos julgamentos agora? Na infância tudo era tão leve e divertido, e agora são limitações o tempo todo. É a luta com o despertador todos os dias, o trafego intenso ou aquele metrô lotado, a pressão do trabalho, a cobrança dos amigos, a agenda lotada, as 24 horas sendo preenchidas com coisas que você nem queria tanto… E calma, ainda tem VOCÊ.

Sim, aquela parte fundamental na qual poucos minutos são dedicados. Toda a atenção a todos, todo o tempo para eles, e para você aquelas migalhas da madrugada quando a insônia vem te visitar.
Não! O processo não pode continuar desse jeito. E como dizia o autor “ É preciso um pouco de beleza em tudo isso”. Sim, ele estava certo, pois tem que ser divertido, leve. Não adianta preencher todo o relógio sem que faça sentido. Talvez quando as coisas são realizadas com propósito as respostas possam suar mais leves também.

E então, você contorna o assunto, fala da sua vida atual, das suas experiências e disfarça cada detalhe através de um sorriso, que desvia qualquer tensão.
Quando volta para sua cama, se recorda daquela noite, daquele papo, e se questiona, “A propósito do que estávamos falando mesmo?!”

E você decide entrar em cena, e responder aquela perguntinha de quando você era criança, o que mesmo que queria. Poxa, que difícil ser protagonista da própria vida, mas que vitimismo colocar tanta barreira.

E então, você recorda da leveza que deve ser e pensa: sim, preciso de um primeiro passo, e talvez este já seja um. Não preciso de todas as respostas agora, mas cada degrau ainda vai fazer sentido, e será com muito propósito que tudo vai acontecer!”

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Um nó no lençol

no lencol

Numa reunião de pais numa escola da periferia, a diretora realçava o apoio que os pais devem dar aos filhos e pedia-lhes que estivessem presentes durante o maior período de tempo possível. Considerava que, embora a maioria dos pais e mães daquela comunidade trabalhassem fora, deviam encontrar tempo para se dedicarem e compreenderem os filhos.

A diretora ficou muito surpreendida quando um pai se levantou e explicou, de forma humilde, que não tinha tempo de falar nem de ver o filho durante a semana pois, quando ele saía para trabalhar, o filho ainda estava a dormir e, quando voltava do trabalho, o garoto já não estava acordado.

Explicou, ainda, que tinha de trabalhar assim para sustentar a família, mas que ficava angustiado por não ter tempo para o filho e que tentava redimir-se indo beijá-lo todas as noites quando chegava a casa. E, para que o filho soubesse da sua presença, dava um nó na ponta do lençol que o cobria. Fazia isto religiosamente todas as noites quando o beijava.

Quando o filho acordava e via o nó, sabia assim que o pai tinha lá estado e o tinha beijado.
O nó era o meio de comunicação entre eles.

A diretora emocionou-se com a história e ficou surpreendida quando constatou que o filho deste pai era um dos melhores alunos da escola! O fato faz-nos refletir sobre as muitas maneiras de as pessoas estarem presentes e de se comunicarem com os outros.

Este pai encontrou a sua, simples mas eficiente. E o mais importante é que o filho percebia, através do nó afetivo, o que o pai lhe queria dizer.

Gestos simples, como um beijo e um nó na ponta do lençol, valiam para aquele filho muito mais do que os presentes ou as desculpas vazias.

É por esta razão que um beijo cura a dor de cabeça, o arranhão no joelho, o medo do escuro.

As pessoas podem não entender o significado de muitas palavras, mas SABEM registar um gesto de amor.

Mesmo que esse gesto seja apenas um nó num lençol… ❤

~Autor desconhecido~

Eu acredito em grandes amores

Eu acredito em grandes amores.

Mas falo e namoro como se não acreditasse.

Não tenho expectativas fúteis para o romance. Não estou à espera de sentir aquela sensação estranha de estar a flutuar.

Eu sou um daqueles que realmente gosta deste ambiente atual de conexão entre as pessoas e é feliz por viver numa época em que a monogamia não é necessariamente a norma.
Mas eu acredito em grandes amores, porque já tive um.

Eu tive esse amor que tudo consome. O amor do tipo “eu não posso acreditar que isto existe no mundo físico.”

O tipo de amor que irrompe como um incêndio incontrolável e então se torna brasa que queima em silêncio, confortavelmente, durante anos. 

O tipo de amor que escreve romances e sinfonias. O tipo de amor que ensina mais do que tu pensaste que poderias aprender, e dá de volta infinitamente mais do que recebe.

É amor do tipo “amor da tua vida”.

E acredito que funciona assim: se tiveres sorte, conhecerás o amor da tua vida. Tu estarás com ele, aprenderás com ele, darás tudo de ti a ele e permitirás que a sua influência te mude em medidas insondáveis. É uma experiência como nenhuma outra.

Mas aqui está o que os contos de fadas não te vão dizer – às vezes encontramos os amores das nossas vidas, mas não conseguimos mantê-los.

Nós não chegamos a casar-nos com eles, nem passamos anos ao lado deles, nem seguraremos as suas mãos nos seus leitos de morte depois de uma vida bem vivida juntos.

Nós nem sempre conseguimos ficar com os amores da nossa vida, porque no mundo real, o amor não conquista tudo. Ele não resolve as diferenças irreparáveis, não triunfa sobre a doença, ele não preenche fendas religiosas e nem nos salva de nós mesmos quando estamos perdidos.

Nós nem sempre chegamos a ficar com os amores das nossas vidas, porque às vezes o amor não é tudo o que existe, ou simplesmente às vezes ele aconteceu na hora errada.

Às vezes, a maior atitude de amor que tu podes ter é simplesmente deixar o outro ir. Outras vezes, tu não tens escolha.

Mas aqui está outra coisa que não te vão contar sobre encontrar o amor da tua vida: não viveres toda a tua vida ao lado dele não desqualifica o seu significado.

Algumas pessoas podem amar-te mais em um ano do que outras poderiam te amar em cinquenta anos. Algumas pessoas podem ensinar-te mais em um único dia do que outras durante toda a sua vida.

Algumas pessoas entram nas nossas vidas apenas por um determinado período de tempo, mas causam um impacto que mais ninguém pode igualar ou substituir.

E quem somos nós para chamar essas pessoas de algo que não seja “amores das nossas vidas”?

Quem somos nós para minimizar a sua importância, para reescrever as suas memórias, para alterar as formas em que nos mudaram para melhor, simplesmente porque os nossos caminhos divergiram?

Quem somos nós para decidir que precisamos desesperadamente substituí-los – encontrar um amor maior, melhor, mais forte, mais apaixonado que pode durar por toda a vida?

Talvez nós devêssemos simplesmente ser gratos por termos encontrado essas pessoas. Por termos chegado a amá-las. Por termos aprendido com elas. Pelas nossas vidas se terem expandido e florescido como resultado de tê-las conhecido.

Encontrar e deixar o amor da tua vida não tem que ser a tragédia da tua vida.

Deixá-lo pode ser a tua maior bênção. E desejar que ele seja feliz é honrar este amor.

Afinal, algumas pessoas nunca chegam sequer a encontrá-lo. 

Texto de Heidi Priebe (traduzido e adaptado)

O problema da juventude é que não fazemos mais parte dela.