“Life is short and the world is wide”

Anúncios

A Arte

– É isso que é o sublime na arte. Podemos usar momentos de dificuldade e tristeza, e canalizá-los para fazer um garoto triste sentir-se menos só numa festa.
Arte. A habilidade de fazê-la dá sentido à tristeza de um modo que muitos não vivenciam. Quero dizer que não há caminho certo na arte ou na vida. Às vezes sequer há caminho e é preciso abrir passagem à foice no mato para ir aonde se quer.

– Wow… já ouviu algo pela primeira vez e ainda assim
fez sentido magnificamente? Como se tivesse esperado ouvir a vida toda.

No seriado Anne/Netflix

 

“Agora lembro-me de que o mundo real é vasto, e que há muitos campos de esperanças e medos, sensações e emoções aguardando aqueles que tenham a coragem de sair por ele afora, buscando conhecer a vida de verdade por entre seus perigos.”

 Jane Eyre, romance de Charlott – recitado no seriado Anne/Netflix

“I wanna go where my spirit moves me”

citado no seriado Anne/Netflix

Educação e conhecimento

“Aprender é um movimento não ancorado no conhecimento. Se está ancorado, não é um movimento. A máquina, o computador, estão ancorados. Esta é a diferença básica entre o homem e a máquina. Aprender é estar vigilante, ver. Se você vê com base no conhecimento acumulado, então o ver é limitado e não há coisa nova no ver… Nossa educação é a obtenção de um volume de conhecimentos, e o computador faz isso mais rápido e mais acuradamente. Que necessidade há de tal educação? As máquinas irão encarregar-se da maioria das atividades do homem. Quando você diz, como as pessoas dizem, que aprender é a obtenção de um certo volume de conhecimento, nesse caso, você está negando — não está? — o movimento da vida, que é relacionamento e comportamento”

cf. KRISHNAMURTI, Jiddu (1972) em “A única revolução” — originalmente intitulado “A outra margem do caminho”, organizado por Mary Lutyens — São Paulo: Terra Sem Caminho, 2002).”

A todas as Ovelhas Negras da Família

Tu és o sonho de todos os teus antepassados.” :: Bert Hellinger ::

As chamadas “ovelhas negras” da família são, na verdade, caçadores natos de caminhos de libertação para a árvore genealógica.

Os membros de uma árvore que não se adaptam às normas ou tradições do sistema familiar, aqueles que desde pequenos procuravam constantemente revolucionar as crenças, indo na contramão dos caminhos marcados pelas tradições familiares, aqueles criticados, julgados e mesmo rejeitados, esses, geralmente são os chamados a libertar a árvore de histórias repetitivas que frustram gerações inteiras.

As “ovelhas negras”, as que não se adaptam, as que gritam rebeldia, cumprem um papel básico dentro de cada sistema familiar, elas reparam, apanham e criam o novo e desabrocham ramos na árvore genealógica. Graças a estes membros, as nossas árvores renovam as suas raízes.

Sua rebeldia é terra fértil, sua loucura é água que nutre, sua teimosia é novo ar, sua paixão é fogo que volta a acender o coração dos ancestrais.

Incontáveis desejos reprimidos, sonhos não realizados, talentos frustrados de nossos ancestrais se manifestam na rebeldia dessas ovelhas negras procurando realizar-se.

A árvore genealógica, por inércia quererá continuar a manter o curso castrador e tóxico do seu tronco, o que faz a tarefa das nossas ovelhas um trabalho difícil e conflituoso.

No entanto, quem traria novas flores para a nossa árvore se não fosse por elas?

Quem criaria novos ramos?

Sem elas, os sonhos não realizados daqueles que sustentam a árvore gerações atrás, morreriam enterrados sob as suas próprias raízes.

Que ninguém te faça duvidar, cuida da tua “raridade” como a flor mais preciosa da tua árvore.

Tu és o sonho de todos os teus antepassados.

Dente-de-leão

“Penso em guardar a semente de dente-de-leão para brincar mais tarde. Procuro uma caixa onde possa conservá-la intacta. Meto-a numa embalagem de cartão da Zambézia, já vazia. Não gosto que me fechem em caixas, e a mamã ensinou-me que não devemos fazer aos outros o que não queremos que nos façam a nós. Tenho a certeza de que seríamos muito mais felizes se pudéssemos voar ou ser arrastados pelo vento. Volto a abrir a caixa do chá, levo-a até a janela e sopro-a para o infinito.”

Livro A Gorda, Isabela Figueiredo

Previous Older Entries