O sofrimento é essencial?

:: Krishnamurti ::

Existem tantas variedades e complicações e graus de sofrimento. Nós todos sabemos isso. Você sabe muito bem, e nós carregamos esse fardo através da vida, praticamente desde o momento em que nascemos até o momento em que entramos em colapso no túmulo …

Se dissermos que o sofrimento é inevitável, então não há resposta; se você aceitar, então você parou de perguntar sobre isso. Você fechou a porta para mais investigações;

Se você tentar escapar do sofrimento,você também fechou a porta. Você pode escapar para estar com alguém, para beber, para se divertir, até esconder-se em várias formas de poder, posição, prestígio, pode até ficar na tagarelice interna do nada.

Suas fugas se tornam todas importantes: as desculpas para as quais você se entrega assumem uma importância colossal.

No fim você também fechou a porta da tristeza, e é isso é o que a maioria de nós faz …

Mas é possível parar de escapar e voltar ao sofrimento? …

Isso significa não buscar uma solução para o sofrimento. Há sofrimento físico – dor de dente, dor de barriga, uma operação, acidentes, várias formas de sofrimento físico que têm sua própria resposta. E há também o medo da dor futura, que causaria sofrimento.

O sofrimento está intimamente relacionado ao medo e, sem a compreensão desses dois fatores principais da vida, jamais compreenderemos o que é ser compassivo, amar.

Assim, uma mente que esteja preocupada com a compreensão do que é compaixão, amor e tudo o mais deve certamente entender o que é medo e o que é tristeza.

O Livro da Vida, 13 de julho, HarperSanFrancisco, 1995

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Forjando a armadura

:: Rudolf Steiner ::

“Nego-me a me submeter ao medo
que me tira a alegria de minha liberdade,
que não me deixa arriscar nada,
que me toma pequeno e mesquinho,
que me amarra,
que não me deixa ser direto e franco,
que me persegue, que ocupa negativamente minha imaginação,
que sempre pinta visões sombrias.

No entanto não quero levantar barricadas por medo
do medo. Eu quero viver, e não quero encerrar-me.
Não quero ser amigável por ter medo de ser sincero.
Quero pisar firme porque estou seguro e não
para encobrir meu medo.

E, quando me calo, quero
fazê-lo por amor
e não por temer as
conseqüências de minhas
palavras.

Não quero acreditar em algo
só pelo medo de
não acreditar.
Não quero filosofar por medo
que algo possa
atingir-me de perto.
Não quero dobrar-me só
porque tenho medo
de não ser amável.
Não quero impor algo aos
outros pelo medo
de que possam impor algo a mim;
por medo de errar, não quero
tomar-me inativo.
Não quero fugir de volta para
o velho, o inaceitável,
por medo de não me sentir
seguro no novo.
Não quero fazer-me de
importante porque tenho medo
de que senão poderia ser ignorado.

Por convicção e amor, quero
fazer o que faço e
deixar de fazer o que deixo de fazer.

Do medo quero arrancar o
domínio e dá-lo ao amor.
E quero crer no reino que
existe em mim

Medo

Nego-me a submeter-me ao medo,

Que me tira a alegria de minha liberdade,
Que não me deixa arriscar nada,

Que me torna pequeno e mesquinho,

Que me amarra,

Que não me deixa ser direto e franco,

Que me persegue,

Que ocupa negativamente a minha imaginação,

Que sempre pinta visões sombrias.

No entanto não quero levantar barricadas por medo do medo,

Eu quero viver, não quero encerrar-me.

Não quero ser amigável por medo de ser sincero.

Quero pisar firme porque estou seguro,

E não para encobrir o medo.

E quando me calo, quero fazê-lo por amor

E não por temer as consequências de minhas palavras.

Não quero acreditar em algo só por medo de não acreditar.

Não quero filosofar por medo de que algo possa atingir-me de perto.

Não quero dobrar-me só porque tenho medo de não ser amável.

Não quero impor algo aos outros pelo medo de que possam impor algo a mim.

Por medo de errar não quero me tornar inativo.

Não quero fugir de volta para o velho, o inaceitável, por medo de não me sentir seguro no novo.

Não quero fazer-me de importante porque tenho medo de ser ignorado.

Por convicção e amor quero fazer o que faço e deixar de fazer o que deixo de fazer.

Do medo quero arrancar o domínio e dá-lo ao amor.

E quero crer no reino que existe em mim.

:: R. Steiner ::

“Coragem é a resistência ao medo, domínio do medo, e não a ausência do medo”

:: Mark Twain ::

“Quem tem medo de seu passado se deixa apanhar pela própria sombra”

Autoria desconhecida

“As pessoas têm medo de mudanças; eu tenho medo de que as coisas não mudem.”

:: Chico Buarque ::