Dente-de-leão

“Penso em guardar a semente de dente-de-leão para brincar mais tarde. Procuro uma caixa onde possa conservá-la intacta. Meto-a numa embalagem de cartão da Zambézia, já vazia. Não gosto que me fechem em caixas, e a mamã ensinou-me que não devemos fazer aos outros o que não queremos que nos façam a nós. Tenho a certeza de que seríamos muito mais felizes se pudéssemos voar ou ser arrastados pelo vento. Volto a abrir a caixa do chá, levo-a até a janela e sopro-a para o infinito.”

Livro A Gorda, Isabela Figueiredo

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