Espaço vazio

“Hoje, depois de um tanto de agonia, consigo entender a diferença entre o medo que paralisa e o espaço vazio que é campo de um novo florescer. O medo que paralisa dá angústia, coloca em nossa cabeça um monte de “pré-ocupações”, infinitos “e se” e dá uma sensação de que estamos fazendo errado, de incapacidade. Ele é reflexo de uma tentativa frustrada de controle, de querer o mapa passo-a-passo da vida. O vazio é um espaço de silêncio. Coloca a gente num estado de percepção mais aguçada, de sentir, de abrir para o que está por vir. Não é acelerado, mas também não é passivo.
A auto-cobrança e a cobrança externa são muito frequentes no espaço vazio. Como não somos acostumados a pausas, não nos permitimos ficar sem um check-list da vida. E nem as outras pessoas nos permitem. E parece que não estamos fazendo, produzindo. Mas é um outro tipo de movimento de fazer que está acontecendo. É um fazer do nosso eu se conectando com o que viemos fazer no mundo. E se permitirmos esse espaço vazio, as ações a serem tomadas se tornam claras, as pessoas certas aparecem, as situações de que precisamos acontecem. 

E nesse espaço vazio nós estamos sim fazendo outras coisas, talvez não diretamente ligadas ao nosso propósito essencial, mas parte fundamental do processo de vivê-lo por completo.”

Ana Paula Croscrato dos Santos, coach

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