Bom humor e confiança profunda

Em uma fábula guinóstica, os seguidores de Jesus o questionam após a ressureição: “Buscamos a realidade subjacente ao universo e a seu plano.” O filho de Deus se diverte com a cena. Ri e rebate: “Por que vcs me fazem estas perguntas? Toquem a vida adiante e tenham um pouco de fé.”

Há certo tipo de riso que irrompe de um confortável consenso sobre a pequenez da natureza humana.

O riso brota da alma quando nós entregamos aos desígnios superiores da existência. E, claro, não há entrega sem confiança.

Para criar uma vida digna, devemos mais confiar do que ter um insight do plano global. Quando nossa fé é fraca e temos que insistir em nossas próprias crenças à custa dos outros, perde-se o bem necessário para que possamos rir. Este dificilmente encontrará dentron de si a matriz da paz de espírito: aquela que, como o riso de Buda e Jesus, funda-se no humilde reconhecimento de nossas limitações. O não saber é um lugar de contentamento e leveza, fonte de contentamento genuíno.

Aqueles que acreditam muito seriamente nas próprias convicções correm o risco de se distanciar dos sentimentos da humanidade. E, com isso, resvalar para a intolerância raivosa, gatilho de conflitos e ressentimentos.

:: Thomas Moore :: em O Self Original http://www.thimasmooresoul.com

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Precisamos resgatar o ser gentil

Gostaria de resgatar um sentido menos usual da palavra etiqueta: pequena ética. A verdadeira etiqueta trata da convivência em grupo. A “pequena ética” seria uma consciência de que a cortesia e a gentileza são fundamentais para a existência em sociedade. 

Por favor, com licença, desculpe-me e obrigado são quatro fórmulas mágicas que devem ser multiplicadas. Todas implicam reconhecer que há algo ou alguém além de mim. Respeitar o mundo ao redor porque somos parte de uma humanidade maior, mutuamente dependente. Tudo isto assume um poder multiplicador, como garantia o profeta Gentileza no Rio: gentileza gera gentileza. 

Toda a essência da nova etiqueta é a consciência da vida em grupo. Estamos em crise profunda sobre os valores sociais. A grosseria e a vulgaridade imperam.

Educar é um esforço. Funciona pela indicação direta e pelo exemplo, este último o mais poderoso professor já inventado. A vulgaridade e o preconceito irmanam sofisticados salões burgueses e bares populares. Variam os atores, permanece o mesmo espírito tosco. 

Atrás da grosseria esconde-se alguém com duplo defeito: tem medo do mundo e dele se defende com as patas erguidas. Acima de tudo, o ser grosseiro tem dificuldade em compartilhar a alegria do convívio pois vive o isolamento pleno de temores. Cortesia e etiqueta ajudam a dar alguns passos na arte da felicidade. Atrás de alguém sem noção social, existe um ser que padece e ataca para encontrar um paliativo a sua dor.

Precisamos com urgência resgatar o ser gentil. Mais amor por favor.

:: Adaptação livre do texto de Leandro Karnal – Gentileza gera gentileza – no Estadão 18/09/2016 ::

Determinação e fé

A determinação torna possível o impossível. Quando você mantém a fé, mesmo diante de circunstâncias difíceis, isso é determinação. Quando você tem firmeza de propósito, coragem e auto-iniciativa, isso é determinação. Quando você tem fé em si e age de acordo com as leis divinas, então você sempre terá as bênçãos de Deus. Você será capaz de esculpir um lindo destino independente de obstáculo ou adversidade. Lembre-se: Deus ajuda quem ajuda a si mesmo.”
“Sua tarefa especial é a de confiar na sua força interior e na proteção Divina que acompanha aqueles que são puros nos seus atos e intenções. Quando damos um passo de coragem em direção a uma meta que visa o bem comum, todo o universo se curva e a cooperação vem ao nosso encontro.”

Seu real dever é salvar o seu sonho

Você nasceu para crescer e se tornar vicê, com tudo que isto representa.

Como tudo na natureza, somos programados para crescer e nos tornar nós mesmos, mas a grande diferença entre o homem é o resto da natureza é que nós podemos dizer não. (Escritora americana Marianne Williamson).

Eu acredito em grandes amores

Eu acredito em grandes amores. Mas falo e namoro como se não acreditasse.

Não tenho expectativas fúteis para o romance. Não estou à espera de sentir aquela sensação estranha de estar a flutuar. Eu sou um daqueles indivíduos que realmente gosta deste ambiente atual de conexão entre as pessoas e é feliz por viver numa época em que a monogamia não é necessariamente a norma.

Mas eu acredito em grandes amores, porque já tive um.

Eu tive esse amor que tudo consome. O amor do tipo “eu não posso acreditar que isto existe no mundo físico.”

O tipo de amor que irrompe como um incêndio incontrolável e então se torna brasa que queima em silêncio, confortavelmente, durante anos. 

O tipo de amor que escreve romances e sinfonias. O tipo de amor que ensina mais do que tu pensaste que poderias aprender, e dá de volta infinitamente mais do que recebe.

É amor do tipo “amor da tua vida”.

E acredito que funciona assim: se tiveres sorte, conhecerás o amor da tua vida. Tu estarás com ele, aprenderás com ele, darás tudo de ti a ele e permitirás que a sua influência te mude em medidas insondáveis. É uma experiência como nenhuma outra.

Mas aqui está o que os contos de fadas não te vão dizer – às vezes encontramos os amores das nossas vidas, mas não conseguimos mantê-los.

Nós não chegamos a casar-nos com eles, nem passamos anos ao lado deles, nem seguraremos as suas mãos nos seus leitos de morte depois de uma vida bem vivida juntos.

Nós nem sempre conseguimos ficar com os amores da nossa vida, porque no mundo real, o amor não conquista tudo. Ele não resolve as diferenças irreparáveis, não triunfa sobre a doença, ele não preenche fendas religiosas e nem nos salva de nós mesmos quando estamos perdidos.

Nós nem sempre chegamos a ficar com os amores das nossas vidas, porque às vezes o amor não é tudo o que existe, ou simplesmente às vezes ele aconteceu na hora errada.

Às vezes, a maior atitude de amor que tu podes ter é simplesmente deixar o outro ir. Outras vezes, tu não tens escolha.

Mas aqui está outra coisa que não te vão contar sobre encontrar o amor da tua vida: não viveres toda a tua vida ao lado dele não desqualifica o seu significado.

Algumas pessoas podem amar-te mais em um ano do que outras poderiam te amar em cinquenta anos. Algumas pessoas podem ensinar-te mais em um único dia do que outras durante toda a sua vida.

Algumas pessoas entram nas nossas vidas apenas por um determinado período de tempo, mas causam um impacto que mais ninguém pode igualar ou substituir.

E quem somos nós para chamar essas pessoas de algo que não seja “amores das nossas vidas”?

Quem somos nós para minimizar a sua importância, para reescrever as suas memórias, para alterar as formas em que nos mudaram para melhor, simplesmente porque os nossos caminhos divergiram?

Quem somos nós para decidir que precisamos desesperadamente substituí-los – encontrar um amor maior, melhor, mais forte, mais apaixonado que pode durar por toda a vida?

Talvez nós devêssemos simplesmente ser gratos por termos encontrado essas pessoas. Por termos chegado a amá-las. Por termos aprendido com elas. Pelas nossas vidas se terem expandido e florescido como resultado de tê-las conhecido.

Encontrar e deixar o amor da tua vida não tem que ser a tragédia da tua vida.

Deixá-lo pode ser a tua maior bênção.

Afinal, algumas pessoas nunca chegam sequer a encontrá-lo. 

Texto de Heidi Priebe (traduzido e adaptado)

Caminhar com calma

Um pequeno grande lembrete sobre a presença e a apreciação da paz no momento presente, na autoria do passo de cada um. 

“A semente da plena consciência se encontra em cada um de nós, mas nos esquecemos de regá-la. Acreditamos que só seremos felizes no futuro, quando conseguirmos uma casa, um carro ou um doutorado. Mantemos uma luta em nossa mente e em nosso corpo e não sentimos a paz e a alegria que temos ao nosso alcance neste preciso instante: o céu azul, as folhas verdes e os olhos de nosso ser querido.

O que é mais importante? São muitas as pessoas que passam em provas e compram casas e carros, mas seguem sendo infelizes? 

O mais importante é encontrar a paz e dividi-la com os demais. E para encontrá-la, podemos começar a caminhar com calma. Tudo depende de teus passos”.

— em “O Longo Caminho Leva à Alegria: Um Guia para a Meditação Andando”

“Para encontrar a paz, podes começar a caminhar com calma”: alívio e alegria com Thich Nhat Hanh

“O problema era que todas as alternativas – mudar de carreira, começar tudo de novo – pareciam impossíveis. como trocar o conforto da minha vida segura por algo tão incerto? será que eu não estaria arriscando todo o progresso que já tinha alcançado até ali? também me senti cansado por estar buscando algo como “sentido” e “realização”. será que meu avô teria reclamado desse destino? a vida parecia oferecer uma terrível escolha: dinheiro ou sentido.”

:: Rob Archer ::

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